Não é justo que trabalhadores, aposentados e viúvas paguem pela gastança do governo e pela corrupção desenfreada no País

Posted on 23/01/2015

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Leia o manifesto assinado pela Associação dos Aposentados e Pensionistas de Volta Redonda:

Rômulo de Carvalho Ubirajara Vaz Djalma Marcelino da Silva
Diretor Previdenciário Presidente Diretor de Divulgação

Senhores deputados, senhores senadores:
Embora não sejamos ingênuos de achar que escrevendo este e-mail iremos resolver os graves problemas apontados, pelo menos ficaremos com a consciência do dever cumprido, esperando que vossas excelências também cumpram os seus.
Escrevemos com o aval de mais de 120 mil pessoas, entre associados e dependentes da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Volta Redonda, mas, temos certeza, com a concordância de outros milhões de brasileiros.
Senhores deputados, senhores senadores:
Não é possível que este Congresso novinho, que acabou de ser eleito pela esperança dos brasileiros, deixe passar em branco as aberrações de retirada de direitos como as que contém as medidas provisórias 664 e 665, ambas editadas na calada da noite, no final do ano, no dia 30 de dezembro, enquanto a grande maioria das famílias brasileiras se preparava para confraternizações e sonhava por dias melhores para 2015.
Que o governo gasta muito – e mal – todos já sabemos há muito tempo. É só acompanharmos o site Contas Abertas para vermos os absurdos.
Que o governo está acostumado a fazer política com o dinheiro dos aposentados e pensionistas, retirando da Seguridade Social a receita que é constitucionalmente reservada para a Saúde, Previdência e Assistência Social, alguns jornais mais sérios, como o Jornal MaiorIdade, de Volta Redonda, e entidades, como a ANFIP, já denunciaram.
Que bilhões e bilhões de reais escoam pelo largo ralo da corrupção (Mensalão e Petrolão são somente dois exemplos), até o mais desinformado dos brasileiros também sabe.
Mas, o que brasileiro nenhum sequer imaginava é que um governo formado por um partido que se diz representante dos trabalhadores tivesse a coragem e a covardia de penalizar justamente os mais fracos para cobrir os rombos citados acima.
Pois bem, o governo abriu um rombo nas contas e agora corre atrás de dinheiro para tampar o buraco.
Agora, o infeliz do trabalhador que for demitido antes de completar um ano e seis meses de casa, mesmo sem ser por justa causa, não tem mais o seguro desemprego. Ou seja, que peça ajuda a parentes para sustentar-se e a sua família.
Agora, se uma mulher ficar viúva antes de completar 44 anos, não recebe mais pensão vitalícia. Ou seja, a presidente Dilma e o ministro Joaquim Levy decretaram: “Se o trabalhador for esperto e amar a sua mulher deve morrer somente depois que ela complete 44 anos”.
Mas o saco de maldade não termina aí:
O governo do Partido dos Trabalhadores acha que o trabalhador brasileiro ganha muito bem, que R$ 1.900,00 é salário astronômico, digno de ser descontado na fonte e, por isso, a “presidenta” vetou o reajuste de 6,5% para o Imposto de Renda.
E as viúvas?
Ora, elas que trabalhem, que deem um jeito de se virar. Se antes, recebiam 100% de pensão, a partir das Medidas Provisórias, passarão a receber somente 50%.
Ou seja: Se o marido receber R$ 1.600,00 de salário e morrer, sua mulher, se não tiver filhos menores, receberá somente um salário mínimo de pensão. Não importa se ela é idosa, se o plano de saúde é caro, se usa remédios continuados, se paga um aluguel. O que importa é que o governo que gastou demais precisa economizar.
É saco de maldade e arrocho para nenhum governo chamado de neo liberal botar defeito.
Mas, e os grandes devedores do governo? E aquelas empresas caloteiras que nem aparecem mais no site da Previdência, embora a lei determinando a divulgação ainda valha? E a regulamentação do imposto sobre as grandes fortunas, previsto na Constituição?
Ora, isso aí é complicado, é mexer com gente poderosa, é processo demorado e não vale a pena.
O governo tem pressa e, por isso, é sempre mais prático meter a mão no bolso do povo trabalhador.
Senhores deputados, senhores senadores:
Ainda dá tempo de se trabalhar para corrigir ou minimizar isto aí. É dever dos senhores produzirem tantas emendas quantas forem necessárias e aprova-las para defender o povo brasileiro.
É o mínimo que o eleitor espera do novo Congresso que elegeu (Mauro Veríssimo – Jornal MaiorIdade).
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