Veja como será o impacto que o novo salário mínimo de 2015 terá na aposentadoria

Posted on 25/09/2014

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O salário mínimo deverá valer R$ 788,06 em 2015. O valor foi proposto ontem pelo governo dentro do Projeto de Lei Orçamentária Anual para o próximo. Se a proposta for aprovada, o mínimo terá reajuste de 8,8% sobre o valor atual, de R$ 724.

Anteriormente, o governo tinha previsto o mínimo para R$ 779,79. O valor foi ampliado por conta do crescimento da economia e de estimativa maior para a inflação deste ano.

Em Ribeirão Preto, o reajuste terá impacto no orçamento dos aposentados e pensionistas. “O aumento irá gerar um impacto na economia da cidade em janeiro de 2015”, diz o economista Fred Guimarães, da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão (Acirp).

Mas segundo ele, o impacto psicológico começa a ser sentido a partir de agora, já que as decisões da economia estão condicionadas ao que vai acontecer. O reajuste do salário mínimo é um parâmetro para quem está no mercado.

“Mas as empresas pautam o aumento salarial a partir das decisões do sindicato de cada categoria ou das convenções coletivas”, afirma Guimarães.

Os sindicatos, por sua vez, devem pautar as próximas ações de pedidos de reajustes baseadas nesta previsão de aumento.

O novo valor consta no projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) divulgado ontem, na única alteração em relação aos parâmetros macroeconômicos apresentados em abril na proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

A regra atual aplicada pelo governo estabelece que o salário mínimo de 2015 deve ser reajustado pela soma do crescimento da economia de 2013 com a inflação de 2014, medida pelo INPC, um dos índices de preços do IBGE.

A “inflação oficial” é o IPCA, mas como o INPC considera famílias com renda mensal entre 1 e 5 salários mínimos, o índice é usado no reajuste do piso nacional.

Como a inflação de 2014 só será conhecida no próximo ano, o governo usa projeção para fazer o cálculo, que depois é atualizado.

Piso paulista é referência para certas profissões

Domésticos, motoboys e operadores de telemarketing em atividade no Estado de São Paulo recebem pelo salário mínimo paulista.

São dois pisos paulistas, em vigor desde janeiro: de R$ 810 (para domésticos e motoboys) e de R$ 820 (operadores de telemarketing e cobradores de ônibus).

Em relação ao mínimo paulista de 2013, os vigentes tiveram reajuste de 7,28% e de 7,19%, respectivamente.

A definição do mínimo paulista a ser colocado em prática no próximo ano depende de projeto de lei do governo estadual a ser enviado para votação pelos deputados na Assembleia Legislativa. (Com Agências)

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