IBGE prevê país com menos crianças e mais idosos em 2060

Posted on 30/08/2013

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IBGE constatou que o Brasil está envelhecendo rápido e quem vai pagar a conta é a previdência social. Em 50 anos, os inativos serão mais da metade da população.

A projeção revelada pelos números do IBGE é a de um país com menos crianças e mais idosos nas próximas décadas.

A população com mais de 65 anos será equivalente a 7% do total em 2013. Esse número deverá crescer para 26% em 2060.

Na prática isso quer dizer que, em um futuro próximo, haverá um aumento do número de aposentados e pensionistas e uma queda no índice de contribuintes para a previdência.

Hoje, para cada cem indivíduos em idade produtiva, existem 46 dependentes, a maioria crianças. Até 2022, este número cai porque a população ativa ainda está crescendo, mas em 2060, deve passar para 66 o número de sustentados. Entre eles, mais de um quinto será de idosos.

Especialistas dizem que o rápido envelhecimento da população no país é um sinal de que é preciso fazer reformas na previdência e aumentar a produtividade da economia. E também fazer reformas na previdência a curto prazo.

“A gente vai ter um déficit cada vez mais crescente da previdência e isso vai logicamente deteriorar as contas públicas. A questão é que a gente precisa cada vez mais avançar nas reformas previdenciárias, em vários aspectos”, declara Rodrigo Leandro de Moura, economista do Instituto Brasileiro de Economia.

Airton da Fonseca Barreto parou de trabalhar há seis meses, e já sente as dificuldades de viver da aposentadoria do INSS: “A gente já chegou em um momento em que o rendimento não é suficiente e a gente começa a comer o patrimônio que formou ao longo da vida”, diz Airton Barreto, aposentado.

Ele ainda sustenta uma filha e um neto adultos. O rapaz faz parte de uma geração já conhecida como “nem nem”, nem trabalha nem estuda.

“Eu acho que a solução pra esta piora das contas públicas, pro envelhecimento da população passa também pela melhora da produtividade. E aí que entra a questão da educação. A gente passa por um processo de melhora educacional, a gente vem passando, mas a questão da qualidade educacional ainda deixa muito a desejar”, diz o economista Rodrigo.

Existem projetos de reforma da previdência tramitando no Congresso. Para este ano, a expectativa é de que o rombo na previdência chegue a R$ 41,8 bilhões.

 

Fonte: Bom Dia Brasil/G1.

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